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Compreender os sinais e particularidades de AVC e trombose ajuda você a reconhecer riscos, agir cedo e proteger a saúde com medidas simples que fazem diferença no dia a dia
Quando falamos em AVC e trombose, muitas pessoas confundem os termos, mesmo que eles descrevam problemas diferentes na circulação. Trata-se de um tema de imensa importância, pois o AVC, segundo informações do estudo disponibilizado pela ScienceDirect na obra Ischaemic Stroke, Thromboembolism and Clot Structure, aparece como uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. A pesquisa mostra que 70% dos pacientes não conseguem voltar ao trabalho e metade depende de outras pessoas para atividades simples. Esses números tornam o tema urgente para a saúde pública, já que afeta milhões de famílias e altera rotinas de forma profunda. 3
A trombose também merece atenção porque inclui condições que vão desde a trombose venosa profunda (TVP) até a trombose venosa cerebral (TVC). Conforme dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular na diretriz sobre TVP, a condição causa grande impacto na morbidade de pacientes hospitalizados e ambulatoriais e exige diagnóstico rápido. 2
A TVC, descrita pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna na publicação Cerebral Venous Thrombosis: 11 Years in a Stroke Unit, representa um tipo raro de AVC, mais comum em mulheres jovens. O avanço dos exames de imagem permitiu identificar mais casos, o que reduziu a mortalidade para menos de 10%.
O estudo da ScienceDirect citado acima explica que o AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. O isquêmico ocorre quando um coágulo bloqueia uma artéria cerebral, o que impede o cérebro de receber oxigênio. Ele representa cerca de 85% dos casos. Já o hemorrágico surge quando um vaso se rompe, causando sangramento dentro ou ao redor do tecido cerebral. Essa distinção facilita a compreensão dos sintomas e norteia o tratamento. 3
Entre os fatores de risco listados na mesma fonte, destacam-se hipertensão, diabetes, dislipidemias, tabagismo, obesidade e fibrilação atrial. Todos eles aumentam a chance de formação de coágulos ou alterações na circulação cerebral. Como esses fatores são comuns no dia a dia, conhecer suas implicações ajuda a agir de forma preventiva. 3
Os sintomas descritos no material incluem perda súbita de força em um lado do corpo, dificuldade para falar, tontura, dor de cabeça intensa e perda da visão em um dos olhos. O estudo frisa que o reconhecimento rápido e o início imediato do tratamento podem reduzir sequelas permanentes e diminuir a mortalidade, reforçando a importância de buscar ajuda ao primeiro sinal de alteração neurológica. 3
A TVP aparece com frequência nos membros inferiores e, segundo a diretriz da SBACV citada acima, envolve a formação de trombos nas veias profundas. O estudo descreve sintomas como dor, inchaço, aumento da temperatura local e alterações de cor. Ele também alerta para complicações sérias, como síndrome pós-trombótica e embolia pulmonar, condição que pode colocar a vida em risco. 2

A TVC, conforme o estudo da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, aparece como um subtipo raro de AVC. A cefaleia intensa é o sintoma mais comum, surgindo em 96,3% dos pacientes avaliados. O uso de contraceptivos orais foi o fator de risco mais frequente, presente em 44,4% dos casos. O levantamento mostra ainda que muitos pacientes apresentaram trombos em mais de uma veia cerebral. A heparina foi o tratamento aplicado em todos os doentes, e a maioria teve boa evolução clínica na alta. 1
Essas informações mostram que a trombose pode afetar diferentes regiões do corpo, com sinais variados e riscos distintos. Tanto na TVP quanto na TVC, reconhecer sintomas cedo reduz complicações e orienta a busca por atendimento médico imediato. 1,2
A TVC tem origem multifatorial, como explica o estudo da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna já citado. Em mais de 85% dos casos, médicos identificaram pelo menos uma causa, geralmente ligada a condições que favorecem a formação de trombos. Entre elas, destacam-se o uso de contraceptivos, gravidez, puerpério, infecções, doenças autoimunes, câncer e outros fatores que aumentam a coagulação. 1
O estudo da ScienceDirect também mostra que tanto AVC quanto trombose envolvem a formação de coágulos que bloqueiam o fluxo de sangue e provocam isquemia. Como o tecido deixa de receber oxigênio, os danos podem surgir rapidamente. Além disso, o tratamento descrito inclui anticoagulantes e trombolíticos, que precisam ser administrados por equipes especializadas. 3
Essas semelhanças reforçam a importância de reconhecer condições que facilitam a formação de coágulos, porque elas podem se manifestar em diferentes partes do corpo e causar danos graves. 1,3
O estudo português sobre TVC mostra que a investigação geralmente começa com tomografia. Quando necessário, médicos usam venoTC (angiotomografia venosa) ou ressonância magnética para confirmar o diagnóstico, já que esses exames identificam melhor as veias envolvidas. A ressonância traz alta precisão, mas nem sempre está disponível em todos os serviços, o que pode atrasar a confirmação. Mais da metade dos pacientes apresentaram trombose em mais de uma veia cerebral. 1
A diretriz da SBACV descreve como médicos classificam a TVP conforme a localização: proximal (em veias maiores, como femoral ou poplítea) ou distal (em veias abaixo da poplítea). A TVP proximal traz maior risco de embolia pulmonar e agravamento da síndrome pós-trombótica. Mesmo assim, a diretriz reforça que a TVP distal pode progredir para segmentos proximais, por isso recebe tratamento semelhante. 2
Assim, a trombose pode ocorrer em diferentes regiões, enquanto o AVC se limita ao cérebro. Essa distinção ajuda a entender por que exames, causas e tratamentos variam conforme o local afetado. 1,2
A análise portuguesa identificou contraceptivos orais como o fator de risco mais frequente. Infecções recentes e doenças autoimunes, como SAF e LES, também apareceram entre os pacientes avaliados. 1

A diretriz da SBACV complementa ao citar estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade como bases para a formação de trombos. Ela menciona riscos como idade acima de 65 anos, obesidade, câncer, imobilização, tabagismo, gravidez e puerpério. 2
Esses fatores se relacionam tanto ao AVC quanto à trombose, já que aumentam a chance de formação de coágulos. Identificá-los cedo permite agir antes que complicações apareçam. 1,2
O estudo da ScienceDirect destaca hábitos simples que reduzem significativamente o risco de trombose e AVC: atividade física regular, alimentação equilibrada, parar de fumar e controlar glicose, colesterol e pressão arterial. Essas medidas constroem proteção diária e acessível para a maioria das pessoas. 3
O mesmo estudo também explica que pacientes com risco elevado, como aqueles com fibrilação atrial ou histórico de trombose, podem se beneficiar de anticoagulantes profiláticos. Esse recurso diminui a chance de formação de coágulos e reduz complicações graves. 3
O estudo português mostra que fatores como contraceptivos orais, condições pró-trombóticas e doenças inflamatórias influenciam fortemente no desenvolvimento de TVC. Como essas condições também estão ligadas ao surgimento do AVC, o fato reforça importância de profissionais e população reconhecerem o problema cedo, principalmente quando mulheres jovens apresentam cefaleia persistente. 1
A publicação da ScienceDirect conclui que conhecer sinais, riscos e formas de prevenção muda desfechos e salva vidas. A educação em saúde se torna uma ferramenta fundamental para reduzir mortes e impactos sociais de AVC e trombose. 3
1- Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI). Cerebral Venous Thrombosis: 11 Years in a Stroke Unit. 2022. https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/289
2- Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Diretrizes sobre trombose venosa profunda. 2024. https://www.scielo.br/j/jvb/a/QrkKryFq4fDkCHZPLBbgpdJ/?format=pdf&lang=pt
3- ScienceDirect (Elsevier). Ischaemic Stroke, Thromboembolism and Clot Structure. 2024. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0306452224000885
ALLSC-BR-000854
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